domingo, 14 de julho de 2013

A vida de Santo Agostinho

Aurélio Augusto nasce em Tagaste (hoje Souk Ahras, na Argélia), norte da África, no dia 13 de novembro de 354. Seu pai, Patrício, era um africano romanizado, pagão. Sua mãe, Mônica, era mulher cristã, que educou seus filhos dentro dos preceitos religiosos de sua época. Ele teve dois irmãos: Navílio e Perpetua.

Agostinho tem os primeiros ensinamentos na escola da aldeia. Depois, estuda em Madaura, cidade vizinha, e, mais tarde, em Cartago, capital da África Romana. Lá, vê-se seduzido pelos teatros e pela vida boêmia. Apaixona-se e vive com uma mulher com a qual tem um filho, Adeodato. Devido a preconceitos familiares de casta, Agostinho não se casa, apesar de viver por 15 anos com ela.
Aos 20 anos, entra para uma seita chamada Maniqueísmo, fascinado por sua atitude racionalista, que consistia num dualismo radical que opunha Bem e Mal. Segue a doutrina do Maniqueísmo durante nove anos.

A morte do pai e a dificuldade financeira levam Agostinho a lecionar gramática, durante um ano, em Tagaste. Entre os alunos, encontra-se Alípio, que se tornará seu grande amigo. Retorna a Cartago, onde abre uma escola de retórica. Publica seu primeiro livro: Do belo e do conveniente.
Em 383, depois de oito anos, Agostinho muda-se para Roma, onde consegue uma cátedra. Leciona de 384 a 386. Nesse momento, conhece o Bispo Ambrósio, que interpreta a Sagrada Escritura de um modo aceitável, para a mente racional de Agostinho.

A "conversão" de Agostinho é muitas vezes resumida na cena do jardim de Milão: "Chorava no jardim de casa, quando ouvi a voz de uma criança que cantava: ‘Toma e lê, Toma e lê'. Entendi que era Deus que me convidava a abrir a bíblia que eu segurava entre as mãos. Apressei-me a ler o texto que tinha diante de meus olhos: ‘Nada de rixas, ciúmes, mas revesti-vos do Senhor Jesus'. Fui ao encontro de meus amigos e minha mãe e finalmente pedi o batismo." Essa cena retrata na verdade o resultado de um rude e duro combate. Dilacerado entre a fé e razão, o intelectual debatia-se com ansiedade. Ao escolher o caminho da fé cristã, no ano de 387, o Bispo Ambrósio administra o batismo a Agostinho e também ao seu filho Adeodato e seu amigo Alípio. Os três vão para Cassicíaco, na Itália, onde ficam em retiro durante sete meses.

Agostinho volta para a África, com o propósito de fundar uma comunidade religiosa em Tagaste. Em Óstia, antes de embarcar, sua mãe morre. No ano de 388, Agostinho realiza seu sonho de fundar uma comunidade de oração e contemplação. No ano seguinte, seu filho é acometido de grave doença e vem a falecer.
Em Hipona, no ano de 391, o bispo Valério precisa de um padre que o ajude no ministério da pregação. O povo aclama por Agostinho, por julgarem-no digno da função. Quatro anos depois, ele é ordenado Bispo e, em 396, sucede a Valério na diocese de Hipona.

Os anos passam e Agostinho continua seu ministério e publica vários escritos dogmáticos, morais, exegéticos, pastorais, dentre outros. Entre seus livros estão: Da Doutrina Cristã (397-426), Confissões (397-398), A Cidade de Deus (413-426), Da Trindade (400-416), Retratações, Do Mestre, Conhecendo a si mesmo. 

Aos 28 de agosto de 430, Agostinho morre com 76 anos. Sereno e maduro, intelectual e espiritualmente. É nesta data, 28 de agosto, que comemoramos o dia de Santo Agostinho, porque, no Cristianismo Católico e Ortodoxo, o dia da morte é uma espécie de "aniversário" de quem nasceu para Deus e vive eternamente cercado de luz, porque ressuscitou pela fé.

As etapas de um processo de canonização

Antigamente somente o Papa podia promover uma causa de canonização, mas hoje em dia, os bispos têm autoridade para isso. Portanto em qualquer diocese do mundo pode-se iniciar uma causa de canonização.

Para cada causa é escolhido pelo bispo um postulador, espécie de advogado, que tem a tarefa de investigar detalhadamente a vida do candidato para conhecer sua fama de santidade.

Quando a causa é iniciada, o candidato recebe o título de Servo de Deus, que é o caso de Irmã Dulce. O primeiro processo é o das virtudes ou martírio. Este é o passo mais demorado porque o postulador deve investigar minuciosamente a vida do Servo de Deus. Em se tratando de um mártir, devem ser estudadas as circunstâncias que envolveram sua morte para comprovar se houve realmente o martírio. Ao terminar este processo, a pessoa é considerada Venerável.

O segundo processo é o milagre da beatificação. Para se tornar beato é necessário comprovar um milagre ocorrido por sua intercessão. No caso dos mártires, não é necessária a comprovação de milagre. Irmã Lindalva passou a ser Venerável em 16 de dezembro de 2006, quando o decreto do seu martírio como serva de Deus foi promulgado. Agora é aguardada a cerimônia da beatificação, já que ela é dispensada de milagre.

O terceiro e último processo é o milagre para a canonização. Este tem que ter ocorrido após a beatificação. Comprovado este milagre o beato é canonizado e o novo Santo passa a ser cultuado universalmente.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

São Bento

Abade vem de “Abbá”, que significa pai, e isto o santo de hoje bem soube ser do monaquismo ocidental. São Bento nasceu em Núrcia, próximo de Roma, em 480, numa nobre família que o enviou para estudar na Cidade Eterna, no período de decadência do Império.

Diante da decadência – também moral e espiritual – o jovem Bento abandonou todos os projetos humanos para se retirar nas montanhas da Úmbria, onde dedicou-se à vida de oração, meditação e aos diversos exercícios para a santidade. Depois de três anos numa retirada gruta, passou a atrair outros que se tornaram discípulos de Cristo pelos passos traçados por ele, que buscou nas Regras de São Pacômio e de São Basílio uma maneira ocidental e romana de vida monástica. Foi assim que nasceu o famoso mosteiro de Monte Cassino.

A Regra Beneditina, devido a sua eficácia de inspiração que formava cristãos santos por meio do seguimento dos ensinamentos de Jesus e da prática dos Mandamentos e conselhos evangélicos, logo encantou e dominou a Europa, principalmente com a máxima “Ora et labora”. Para São Bento a vida comunitária facilitaria a vivência da Regra, pois dela depende o total equilíbrio psicológico; desta maneira os inúmeros mosteiros, que enriqueceram o Cristianismo no Ocidente, tornaram-se faróis de evangelização, ciência, escolas de agricultura, entre outras, isso até mesmo depois de São Bento ter entrado no céu com 67 anos.

São Bento, rogai por nós!

terça-feira, 9 de julho de 2013

São Tomás de Aquino

São Tomás de Aquino nasceu na Itália, próximo a Roccasecca, na Itália, mais precisamente perto de Aquino (comuna italiana da região do Lácio), e ficou conhecido como um dos mais importantes pensadores cristãos e cultos existentes até os dias atuais.
São Tomás era filho do Conde de Aquino, realizou seus estudos no mosteiro da ordem de São Bento de Cassino e em seguida seguiu para a Universidade de Nápoles, quando tomou conhecimento do conjunto de produções literárias de um filósofo grego de nome Aristóteles.

No ano de 1244, mesmo contra o anseio da família, decidiu tornar-se um Dominicano, abdicando de todos os bens e títulos que possuía. No mesmo ano parte com seu mestre Alberto Magno, também dominicano, para Paris, onde passam a viver no convento Saint Jacques.

Depois vão para Colônia (Alemanha), onde havia sido fundado um “studium generale”, e Alberto fica como Regente e Tomás como leitor. A permanência de quatro anos aí lhe permite exprimir por escrito suas primeiras obras: De ente et essentia e De princípios naturae. No ano de 1259 dá aula em Anagni; em 1265 em Roma, e em 1267 na cidade de Viterbo.

Entre os anos de 1259 e 1268 São Tomás instruiu-se na Universidade da Cúria Papal, na Itália; após o término de seus estudos decidiu publicar suas explanações a respeito da Física, da Metafísica (parte da Filosofia que estuda a essência dos seres), da Ética (esfera da Filosofia que estuda os valores morais e os princípios ideais da conduta humana) e da Política defendida por Aristóteles; na seqüência dedicou-se a sua obra capital, “A Suma Teológica”, finalizada no ano de 1242.

Foi para Paris, onde deu aulas na Unidade do Intelecto, a qual era a favor da existência individual da faculdade de pensar e do caráter essencial e exclusivo das pessoas.

São Tomás acabou voltando para a Universidade de Nápoles, onde viveu seus últimos anos de vida.

Enquanto era vivo, sempre seguiu as idéias de Aristóteles e as condimentou com a disposição habitual para a prática do bem; pregou constantemente a esperança e a caridade.

Ele apresentou uma proposta filosófica e educacional denominada Escolástica – que era a concordância da fé e da razão, bem como a compilação do conhecimento neste assunto.

Um dos seus feitos mais marcantes para o conjunto de idéias ocidentais foi sua confiança de que o avanço da civilização ocidental possui um significado real e que a existência espiritual e intelectual são assaz preciosas neste sentido.

Entre suas obras podemos citar as principais:

* De Virtutibus;
* Comentários ao Evangelho de São João;
* Comentários da Epístola de São Paulo;
* De unitate intellectus;
* De aeternitate mundi;
* Quaestiones Disputatae;
* Quaestiones Quodlibetales.
* Exposição sobre o Credo;
* O Ente e a Essência (1248-1252);
* Compêndio de Teologia (1258-1259);
* Suma Contra os Gentios;
* Comentário às Sentenças;
* Suma Teológica;
* Os Princípios da Realidade Natural. Editora Porto, 2003;
* Tratado da Lei. Porto. Rés-Editorial, 1988;
* Tratado da Justiça. Porto. Rés-Editora, 1989;
* A Unidade do Intelecto contra os Averroístas. Porto. Rés-Editora;
* O Ente e a Essência. Lisboa. Instituto Piaget.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

O milagre eucarístico de Lanciano

Lanciano é uma cidadezinha perto da costa adriática italiana, situada a uma meia-distância de San Giovanni Rotondo (a mesma em que S. Pio de Pietrelcina viveu a maior parte de sua vida) e Pescara, quase aos pés dos Apeninos. O próprio nome da cidade, "Lanciano", quase que antecipa o milagre que viria a ocorrer ali, mais tarde.

Com efeito, a cidade que originalmente se chamava Anxanum, teve seu nome mudado para Lanciano, em referência a um filho seu ilustre: o centurião Longinus, aquele mesmo que feriu Jesus com uma lança, na cruz. A narração do Evangelho da crucifixão diz que ao ser golpeado pela lança, o coração de Jesus verteu sangue e água, substâncias que, segundo a tradição, tocou um dos olhos de Longinus, devolvendo sua visão (era cego de um olho).

No século VIII, havia na cidade uma comunidade de monges de São Basílio, que viviam no mosteiro de São Legoziano. Entre eles, havia um que vivia assaltado por dúvidas quanto à presença real do Corpo e do Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo na hóstia e vinho consagrados. Suas dúvidas, certamente alimentadas em segredo, acabaram por minar lentamente sua fé.

Certa manhã, atormentado violentamente por tais dúvidas e em plena celebração da santa missa, aquele monge deu início à consagração do pão e do vinho e o que viu, então, fê-lo ficar imóvel um bom tempo, contemplando o altar, para a admiração dos fiéis que assistiam a missa. Então, virando-se para o povo, aquele sacerdote disse-lhes:

"Felizes as testemunhas que, para confundir a minha falta de fé, Deus escolheu para revelar-se a si mesmo neste bem-aventurado Sacramento e torná-Lo visível aos seus olhos".

O pão tinha se transformado em carne viva e o vinho em sangue, ante os olhos daquele sacerdote assaltado pela incredulidade. Mais uma vez, o coração de Jesus, cujo sacrifício a missa tinha renovado naquele momento, realiza o mesmo milagre feito na cruz: no Calvário, o centurião, vendo os sinais inequívocos que se seguiram à morte de Jesus, teve que reconhecer nele o Filho de Deus; aquele sacerdote, diante daquele daquela carne e sangue, retomou a sua fé e pôde dizer, como Longinus, eis o Filho de Deus.

O relato deste milagre estupendo atravessou os tempos e as relíquias, ou seja, a hóstia parcialmente transformada em carne e o vinho tornado sangue, foram guardados em um relicário de marfim, colocado sobre o altar lateral da igreja, onde permaneceu por cinco séculos. Em 1713, a hóstia passou a ser guardada numa custódia de prata e o sangue num cálice de cristal, peças que são mantidas até os dias de hoje.

Em 1574, foi reportado outro sinal atestando a autenticidade do milagre eucarístico. O sangue, ao se coagular, tinha se separado em cinco partes de tamanhos e formatos diferentes, tal como ainda hoje se pode comprovar. Ao se examinar aqueles pedaços de sangue coagulados, notou-se que qualquer das partes apresentavam o mesmo peso do total das mesmas e qualquer combinação entre elas também pesavam o mesmo que cada peça individual e das cinco peças juntas. Tal fato foi então aceito pela Igreja local como um sinal de autenticidade do milagre narrado oitocentos anos antes.

Em 1672, o Papa Clemente X declarou privilegiado o altar do milagre eucarístico e em 1887 o arcebispo de Lanciano obteve do Papa Leão XIII indulgência plenária perpétua a quem venerasse as relíquias durante os oito dias que antecedem o dia da festa.

Em 1970, os frades menores conventuais, sob cuja guarda se mantém a igreja do milagre (desde 1252 chamada de São Francisco), decidiram, devidamente autorizados, confiar a dois médicos de renome profissional e idoneidade moral indiscutíveis, a análise científica das relíquias. Para tanto, convidaram o doutor Odoardo Linoli, chefe de serviço dos Hospitais Reunidos de Arezzo, Itália, e livre docente de anatomia e histologia patológica e de química e microscopia clínica, para, assessorado pelo professor Ruggero Bertelli, professor emérito de anatomia humana normal na Universidade de Siena, proceder aos exames.

Em 4 de março de 1971, os pesquisadores publicaram um relatório contendo o resultado das análises:

a) a carne é verdadeira carne, o sangue é verdadeiro sangue;

b) a carne é do tecido muscular do coração (miocárdio, endocárdio e nervo vago);

c) a carne e o sangue contém o mesmo tipo sanguíneo, do grupo 'AB'; e

d) foram encontrados no sangue minerais (fósforo, magnésio, potássio, sódio e cálcio, entre outros) e proteínas na mesma proporção encontrada no sangue e carne frescos.

A conservação da carne e do sangue deixados em seu estado natural durante treze séculos e expostos à ação de agentes atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno sem explicação.

Claudio Tadeu Parpinelli
Ministro da Paróquia Santa Maria - SBC - SP
Siga a Palavra Católica nas Redes Sociais

quinta-feira, 11 de abril de 2013

A necessidade de Perdoar

Mateus 18 – 21 a 35

Quando nos deparamos com a necessidade de perdoar alguém, somos convidados a abrir mão de características pessoais em prol de algo maior, mas, por que isto? Mateus, no capítulo 18, versículos de 21 a 35, narra que Pedro questiona a Jesus sobre quantas vezes devemos perdoar e cristo não somente diz o quanto devemos perdoar, mas também nos ensina o porquê do perdão, logo, convido que leiam em suas bíblias a passagem destaca acima deste texto. Neste trecho, percebemos duas dimensões de perdão, uma na esfera humana e outra na esfera divina, mas para compreender a esfera humana devemos, antes de tudo, entender o perdão divino. Na parábola contada por cristo, ele nos diz sobre um rei que convocou os seus servos para acertar as contas, neste momento, um dos servos que fora chamado, viu que sua família pagaria pelas dividas que adquirirá perante o rei, logo que soube isto, o servo se prostrou diante do senhor e pediu um prazo para saldar a dívida, neste momento o rei se sentiu comovido e perdoou o servo.

Este exemplo demonstra o perdão de Deus para conosco, haja vista que a divida do servo era de 10.000 talentos, ou seja, cerca de 350 toneladas de ouro e prata, logo,  mesmo que aquele servo trabalha-se por toda vida, nunca saldaria o débito, mas mesmo assim, fora perdoado. Assim é o amor do nosso pai, não conseguimos saldar o débito dos pecados que cometemos ao longo da vida, pois ora estamos cansados do serviço, ora estamos errantes e assim caminhamos na fé, mas mesmo assim, quando nos prostramos verdadeiramente diante de Deus, ele nos perdoa plenamente, independentemente do quão grande seja a nossa dívida/pecado.

Por outro lado, no final da narrativa percebemos que este servo, após receber o perdão, teve a oportunidade de reproduzir a misericórdia do rei para com o semelhante, entretanto este cobrou de maneira enérgica o seu saldo, mesmo sendo infinitamente menor que o seu que fora perdoado e isto magoou o rei.

Aqui surge a essência humana do perdão, pois, temos que ter a certeza que antes de qualquer coisa, o perdão beneficia a quem o oferece, isto porque se trazemos conosco a situação que nos chateia, isto nos consome diariamente de modo que vez ou outra somos incomodados por tais pensamentos.

A paz de espírito ou, o momento de tranqüilidade da alma, necessita do perdão, pois alivia tanto quem o oferece quanto àquele que recebe.

Entendido estas dimensões podemos perceber que o perdão humano é expressão do espírito de Deus que habita em nós, pois como no final do texto em análise, o perdão que oferecemos é extensão do perdão que recebemos de Deus. Lembremos aqui da oração do Pai Nosso, onde afirmamos que pedimos ao Pai para nos perdoar assim como perdoamos os nosso semelhantes (Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido), logo, assumimos um compromisso que, para recebermos o perdão de Deus, devemos antes de mais nada, perdoar aqueles que nos ofenderam.

PENSE NISSO.

Lucas Ribeiro Fernandes Maia
Texto orignalmente publicado no blog Católicos Jovens
Link Original

Siga a Palavra Católica nas Redes Sociais

O que é Ecuaristia?

A Eucaristia é a consagração do pão no Corpo de Cristo e do vinho em seu Sangue que renova mística e sacramentalmente o sacrifício de Jesus na Cruz. A Eucaristia é Jesus real e pessoalmente presente no pão e no vinho que o sacerdote consagra. Pela fé cremos que a presença de Jesus na Hóstia e no vinho não é só simbólica, mas real; isto se chama o mistério da transubstanciação já que o que muda é a substância do pão e do vinho; os accidente -  forma, cor, sabor, etc. - permanecem iguais.

A instituição da Eucaristia, aconteceu durante a última ceia pascal que celebrou com seus discípulos e os quatro relatos coincidem no essencial, em todos eles a consagração do pão precede a do cálice; embora devamos lembrar, que na realidade histórica, a celebração da Eucaristia ( Fração do Pão ) começou na Igreja primitiva antes da redação dos Evangelhos.

Os sinais essenciais do sacramentos eucarístico são pão de trigo e vinho da videira, sobre os quais é invocada a bênção do Espírito Santo e o presbítero pronuncia as palavras da consagração ditas por Jesus na última Ceia: "Isto é meu Corpo entregue por vós... Este é o cálice do meu Sangue..."

Encontro com Jesus amor

Necessariamente o encontro com Cristo Eucaristia é uma experiência pessoal e íntima, e que supõe o encontro pleno de dois que se amam. É, portanto, impossível generalizar sobre eles. Porque só Deus conhece os corações dos homens. Entretanto, sim devemos transluzir em nossa vida, a transcendência do encontro íntimo com o Amor. É lógico pensar que quem recebe esta Graça, está em maior capacidade de amar e de servir ao irmão e que além disso, alimentado com o Pão da Vida deve estar mais fortalecido para enfrentar as provações, para encarar o sofrimento, para contagiar sua fé e sua esperança. Em fim, para levar a feliz término a missão, a vocação, que o Senhor lhe dá.

Se apreciássemos de veras a Presença de Cristo no sacrário, nunca o encontraríamos sozinho, acompanhado apenas pela lâmpada Eucarística acesa, o Senhor hoje nos diz a todos e a cada um, o mesmo que disse aos Apóstolos "Com ânsias desejei comer esta Páscoa convosco " Lc.22,15. O Senhor nos espera ansioso para entregar-se a nós como alimento; somos conscientes disso, de que o Senhor nos espera no Sacrário, com a mesa celestial servida.? E nós, por que o deixamos esperando.? Ou é por acaso, quando vem alguém de visita a nossa casa, o deixamos na sala e vamos nos ocupar de nossas coisas?

É exatamente isso o que fazemos em nosso apostolado, quando nos enchemos de atividades e nos descuidamos na oração diante do Senhor, que nos espera no Sacrário, preso porque nos "amou até o extremo" e resulta que, por quem se fez o mundo e tudo o que nele habita (nós inclusive) encontra-se ali, oculto aos olhos, mas incrivelmente luminoso e poderoso para saciar todas nossas necessidades.

Claudio Tadeu Parpinelli
Ministro da Paróquia Santa Maria - SBC - SP
Siga a Palavra Católica nas Redes Sociais