quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

“A finalidade da Igreja é a salvação das almas, uma a uma” (Papa Bento XVI)

Em maio de 2007, o Papa Bento XVI veio ao Brasil para a abertura da 5ª Conferência do Episcopado Latino-americano e Caribenho realizada em Aparecida (SP).  A chegada ao Brasil aconteceu no dia 09 de maio de 2007, pelo Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos.

Logo após o desembarque o papa falou em discurso sobre o seu carinho pelo Brasil. “O Brasil ocupa um lugar muito especial no coração do Papa, não somente porque nasceu cristão e possui hoje o mais alto número de católicos, mas sobretudo porque é uma nação rica de potencialidades com uma presença eclesial que é motivo de alegria e esperança para toda a Igreja”.

Ainda na chegada, o Papa ressaltou os valores cristãos do povo brasileiro e de todos os latino-americanos, destacando o que esperava ver durante os dias de permanência no Brasil. “Estou muito feliz por poder passar alguns dias com os brasileiros. Sei que a alma deste povo, bem como de toda a América Latina, conserva valores radicalmente cristãos que jamais serão cancelados. E estou certo que em Aparecida, durante a Conferência Geral do Episcopado, será reforçada tal identidade, ao promover o respeito pela vida, desde a sua concepção até o seu natural declínio, como exigência própria da natureza humana; fará também da promoção da pessoa humana o eixo da solidariedade, especialmente com os pobres e desamparados”.

O Papa permaneceu no Brasil de 9 a 13 de maio, durante este período ele participou de diversos compromissos em São Paulo. No Estádio Pacaembu, o Papa se encontrou com milhares de jovens e em seu discurso aproveitou para orientá-los. “ Os anos que vós estais vivendo são os anos que preparam o vosso futuro. O ‘amanhã’ depende muito de como estais vivendo o ‘hoje’ da juventude. Diante dos olhos, meus queridos jovens, tendes uma vida que desejamos seja longa; mas é uma só, é única: não a deixeis passar em vão, não a desperdiceis. Vivei com entusiasmo, com alegria, mas, sobretudo, com senso de responsabilidade”.

Ainda com os jovens, o Papa destacou o modo como espera que eles ajam para que a sociedade seja composta por homens e mulheres livres e responsáveis. “O Papa espera que saibam ser protagonistas de uma sociedade mais justa e mais fraterna, cumprindo as obrigações frente ao Estado: respeitando as suas leis; não se deixando levar pelo ódio e pela violência; sendo exemplo de conduta cristã no ambiente profissional e social, distinguindo-se pela honestidade nas relações sociais e profissionais”.

No dia 11 de maio de 2007, o Papa Bento XVI presidiu a cerimônia de Canonização Beato Frei Galvão, no Campo de Marte em São Paulo (SP). Em sua homilia o Santo Padre ressaltou a vida religiosa do beato. “O carisma franciscano, evangelicamente vivido, produziu frutos significativos através do seu testemunho de fervoroso adorador da Eucaristia, de prudente e sábio orientador das almas que procuravam e de grande devoto da Imaculada Conceição de Maria, de quem ele se considerava ‘filho e perpétuo escravo’”.

E ainda destacou que Frei Galvão é um exemplo a ser seguido devido a disponibilidade para servir o povo sempre quando era solicitado. “Conselheiro de fama, pacificador das almas e das famílias, dispensador da caridade especialmente dos pobres e dos enfermos. Muito procurado para as confissões, pois era zeloso, sábio e prudente. Uma característica de quem ama de verdade é não querer que o Amado seja ofendido, por isso a conversão dos pecadores era a grande paixão do nosso Santo”, disse o Santo Padre.

No encontro com os bispos do Brasil, realizado no dia 12 de maio, na catedral da Sé em São Paulo (SP), o Papa falou sobre a missão confiada aos pastores. “Nós, Bispos, estamos vinculados diretamente a Cristo, Bom Pastor. A missão que nos é confiada, como Mestres da fé, consiste em recordar, como o mesmo Apóstolo das Gentes escrevia, que o nosso Salvador ‘quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade’ (1Tm 2, 4-6). A finalidade da Igreja é a salvação das almas, uma a uma”.

A abertura da 5ª Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, realizada na sala de Conferência do Santuário de Aparecida (SP), o Papa falou em seu discurso, dentre outros assuntos, sobre a fé Cristã na América Latina, sobre os compromissos com a religiosidade, sobre os problemas sociais e políticos, sobre família, vida consagrada, jovens e pastoral vocacional e concluiu invocando a proteção da Mãe de Deus e Mãe da Igreja sobre todos os presentes e sobre toda a América Latina e do Caribe.

Os textos reunidos dos discursos, saudações e homilias realizadas pelo Papa Bento XVI, em sua visita de 2007 ao Brasil, podem ser adquiridos através da publicação “Pronunciamentos do Papa Bento XVI Np Brasil”, das Edições CNBB. Mais informações: www.edicoescnbb.com.br

Fonte: CNBB

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

“Deus é caridade: da caridade de Deus tudo provém, por ela tudo forma, para ela tudo tende” (Papa Bento XVI)


O papa Bento XVI durante os seus oito anos de pontificado deixou um verdadeiro legado. Suas obras científicas permearão pela eternidade como um aprendizado para as atuais e futuras gerações. Como membro de várias academias científicas da Europa, e com oito doutorados honoríficos de diferentes universidades, o Santo Padre sempre foi um intelectual, e profundo conhecedor da essência humana.

Na Carta Encíclica, Caritas in Veritate, dos documentos pontifícios, Bento XVI chama a atenção para temas contemporâneos como os desvios e esvaziamento do sentido da caridade na atualidade, que a excluem da vida ética, e ainda impedem a sua correta valorização. No documento intitulado “O Desenvolvimento Humano Integral na Caridade e na Verdade”, Bento dedica aos bispos, presbíteros, diáconos, pessoas consagradas, fiéis leigos, e a todos as pessoas de boa vontade, uma intensa reflexão sobre a caridade, via mestra da doutrina social da Igreja.

“A caridade é amor recebido e dado; é graça. A sua nascente é o amor fontal do Pai pelo Filho no Espírito Santo. É amor, que, pelo filho, desce sobre nós. É amor criador pelo qual existimos; amor redentor, pelo qual somos recriados.”. Descreve um trecho da Carta.

Perante uma realidade de um mundo cada vez mais individualista, o Sumo Pontífice faz um chamamento ao “bem comum”. “Amar alguém é querer o seu bem e trabalhar eficazmente pelo mesmo. Ao lado do bem individual, existe um bem ligado à vida social das pessoas: o bem comum. É o bem daquele “nós-todos”, formados por indivíduos, famílias e grupos intermediários que se unem em comunidade social. Não é um bem procurado por si mesmo, mas para as pessoas que fazem parte da comunidade social e que, só nela, podem realmente e com maior eficácia obter o próprio bem. Querer o bem comum e trabalhar por ele é exigência de justiça e de caridade.”

O papa ainda questiona o sentido e os critérios que a sociedade se baseia para “diferenciar” os seres humanos. “A vocação ao progresso impele os homens a “realizar, conhecer e possuir mais, para ser mais”. Aqui levanta-se o problema, sobre o que significa “ser mais”? Para responder a esta indagação Bento XVI lembra Paulo VI: “O que conta para nós é o homem, cada homem, cada grupo de homens, até se chegar à humanidade inteira”.

Fonte: CNBB

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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Conclave pode acontecer no início de março, diz padre Lombardi


O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, abriu a coletiva deste sábado, 16, transmitindo a saudação do Papa aos jornalistas. O porta-voz vaticano confirmou o encontro privado desta tarde entre Bento XVI e o premier italiano Mario Monte.

Neste domingo, 17, no Angelus, também o prefeito de Roma estará na Praça São Pedro com os vereadores e o estandarte da cidade. padre Lombardi não descartou a possibilidade de o Conclave ter início antes da metade de março, se todos os cardeais tiverem chegado ao Vaticano.

A partir do dia 28 de fevereiro, o Papa habitará na residência pontifícia de Castel Gandolfo, onde provavelmente permanecerá por dois meses, o tempo necessário para a restauração do mosteiro de clausura, no Vaticano, para onde se transferirá. Trata-se de uma decisão de estar perto da Basílica de São Pedro, por motivos de caráter "logístico organizativo, de comunhão, de apoio de continuidade espiritual com o seu sucessor".

Com relação aos exercícios espirituais, que se iniciarão neste domingo às 18h locais, explicou que o Santo Padre não terá atividades públicas e que Dom Georg Gaenswein (seu secretário particular) terá com ele, como de costume, um breve encontro para tratar das "incumbências mais urgentes".

No sábado, dia 23, pela manhã, se terá a conclusão da semana de retiro e oração. Três meditações diárias do pregador dos exercícios espirituais da Quaresma deste ano, Cardeal Gianfranco Ravasi. Cada noite uma das meditações será transmitida; todas elas serão resumidas na newsletter da Rádio Vaticano. Sucessivamente serão publicadas em versão integral.

Foi confirmado que ao término dos Exercícios espirituais terá lugar o encontro, ainda a ser estabelecido se público ou privado, com o Presidente da Itália, Giorgio Napolitano.

E referindo-se aos próximos dias 27 e 28, Pe. Lombardi acrescentou:

"Já se tem a confirmação de 35 mil pessoas para a audiência geral do dia 27 e, naturalmente, o número aumentará. Os fiéis e as autoridades poderão saudar o Santo Padre nesta última ocasião de presença pública do Pontífice. Já no dia 28, por sua vez, como dissemos, haverá o encontro com o Colégio cardinalício e a partida na parte da tarde para Castel Gandolfo."

Padre Lombardi disse ainda que na tarde do dia 28 de fevereiro, em Castel Gandolfo, aonde o Papa chegará de helicóptero, haverá um momento de saudação aos habitantes da cidadezinha do Lácio.

Em seguida, falou sobre notícias difundidas nestes dias na imprensa relacionadas aos colóquios entre Bento XVI e Peter Seewald, o biógrafo que realizou com o Papa o livro-entrevista "Luz do mundo".

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé afirmou tratar-se de informações não particularmente novas, relacionadas a dois colóquios, o último deles entre novembro e dezembro passados, mantidos com Bento XVI em vista de uma biografia.

Voltando ao Conclave, reiterou que o mesmo poderia ter início, se todos os cardeais já tiverem chegado ao Vaticano, antes do anunciado 15-20 de março; prazo este sucessivo ao início da sé vacante, estabelecido no caso de morte de um Pontífice:

"Na Constituição se diz entre 15 e 20 dias, porém o prazo é 'é de espera', ou seja, para dar àqueles que precisassem, o tempo necessário para chegar ao Vaticano. Na eventualidade de os cardeais estarem todos aqui, se poderia interpretar a Constituição de modo diferente."

Perguntado sobre a renúncia do Papa e sobre a nota editorial para a Rádio Vaticano em que o próprio padre Lombardi falou de "ato de governo do Santo Padre", especificou:

"Porque se coloca numa perspectiva, como ele disse repetidamente, em que a Igreja segue adiante, em que a Igreja tem as suas energias. O Papa olha para a eleição de um sucessor que tenha – como ele disse - vigor no corpo e no ânimo, e uma personalidade que possa enfrentar os desafios do nosso tempo no modo adequado, o que ele sentia mais difícil com o passar do tempo e com o diminuir das forças."

Por fim, perguntado sobre a recente nomeação da cúpula do Ior, Pe. Lombardi disse que o novo presidente do Instituto para as Obras de Religião e o Conselho de Supervisão – do qual Ernst Von Freyberg passou a fazer parte – terão vencimento em 2015.    

Fonte: Canção Nova

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Caridade é anúncio do Evangelho, destaca Bento XVI

No final da manhã desta sexta-feira, 15, o Papa Bento XVI recebeu na Sala dos Papas, no Vaticano, os membros da Associação belga “Pro Petri Sede”. Em seu discurso, o Santo Padre falou do testemunho da caridade neste Ano da Fé. 

“Como já tive ocasião de dizer na Carta Apostólica Porta fidei, o Ano da Fé é uma boa oportunidade para intensificar o testemunho da caridade. A fé sem a caridade não dá fruto e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente, de tal modo que uma consente para a outra realizar o seu caminho "(n. 14).

Para viver este testemunho de caridade, disse ainda o Papa, o encontro com o Senhor, que transforma o coração e os olhos do homem, é indispensável. “Na verdade, é o testemunho do amor de Deus por todos os nossos irmãos que dá o verdadeiro sentido da caridade cristã. Não se trata só de ajuda material, também ela é necessária, mas caridade é participação ao amor de Cristo recebido e partilhado.”

O Pontífice recordou ainda que toda obra de autêntica caridade é uma manifestação concreta do amor de Deus pelos homens e, assim, torna-se anúncio do Evangelho. “Neste tempo de Quaresma, que os gestos de caridade permitam a todos se dirigir a Cristo, que continua a vir ao encontro dos homens!”

A associação belga “Pro Petri Sede” atua na Bélgica, em Luxemburgo e nos Países Baixos no acolhimento dos pobres e dos estrangeiros, vivendo o ideal evangélico de entreajuda espiritual e material.

Fonte: Canção Nova

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“Nós queremos os jovens protagonistas integrados na comunidade", diz presidente da CNBB sobre Campanha da Fraternidade


“Nós queremos os jovens protagonistas integrados na comunidade que os acolhe, demonstrando a confiança que a Igreja deposita em cada um deles”: esta é a finalidade da Campanha da Fraternidade (CF) deste ano segundo o Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Card. Raymundo Damasceno Assis.

A CF deste ano tem como tema “Fraternidade e Juventude” e o lema “Envia-me”. Eis o que disse o Card. Raymundo entrevistado pela Rádio Vaticano:

Primeiramente, nós estamos celebrando os 50 anos da Campanha da Fraternidade. Ela começou em Natal em 1962. A CF deste ano se insere dentro da preparação da visita do Papa para a próxima Jornada Mundial da Juventude. Sabemos que o Papa Bento XVI havia prometido estar no Rio de Janeiro para presidir a JMJ, mas com a sua renúncia nós esperamos e cremos que seu sucessor estará presente no Rio no mês de julho próximo.

A CF com este tema, Fraternidade e Juventude, tem seus antecedentes. Em 2011, a Assembleia dos Bispos do Brasil criou a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude – uma Comissão que tem como objetivo acompanhar as pastorais da juventude aqui no Brasil: as pastorais da juventude, os movimentos apostólicos, novas comunidades e acompanhar também aquelas congregações que têm como carisma a dedicação, a formação dos nossos jovens, para que o trabalho da juventude aqui em nosso país seja feito na unidade dentro da diversidade dos carismas e de cada um dos movimentos e das novas comunidades. Visando criar em cada uma das dioceses o chamado “setor da juventude” – um setor que compreende todos aqueles que trabalham com a juventude.

A CF visa também preparar de uma forma “mais próxima” a JMJ e nós queremos com esta CF, e queremos fazê-la com os jovens e para os jovens, procurar despertar na nossa sociedade, nas nossas comunidades essa importância dos jovens. Nós devemos, como diz o Papa na sua mensagem para CF, ajudar os jovens a tornarem-se protagonistas de uma sociedade mais justa, mais fraterna, inspirada no Evangelho. E o Papa afirma que se os jovens forem o presente, eles serão também o futuro. Nós queremos os jovens protagonistas integrados na comunidade que os acolhe, demonstrando a confiança que a Igreja deposita em cada um deles.

Fonte: CNBB

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Eto destaca que Bento XVI sempre foi referência na fé

O presidente da Fundação João Paulo II, Wellington Silva Jardim (Eto), emitiu uma nota sobre a renúncia do Papa Bento XVI. Eto destaca que Bento XVI sempre foi para ele uma referência de fé e recorda como o Papa exerceu com coragem seu ministério num dos tempos mais desafiantes da Igreja e do mundo.
 
Foi com sentimento de tristeza que recebi a notícia sobre a renúncia do nosso amado Papa Bento XVI, pois para mim ele foi sempre uma referência de fé e de trabalhador incansável.
Senti que o meu coração precisava silenciar, para procurar entender o que Deus queria dizer a mim Eto, para que eu não ficasse no abatimento como os discípulos muitas vezes assustados.
 
Fui então recordando a trajetória de Joseph Ratznger até sua nomeação como papa Bento XVI há 8 anos, penso como na época foi difícil para ele ser o sucessor de João Paulo II um Papa tão popular.
 
Mas ele exerceu com fé e coragem o seu ministério papal num dos tempos mais desafiantes da Igreja e do mundo, mantendo diálogo internacional. Foi valente ao enfrentar comparações, foi ousado e seguro na fé ao enfrentar questões difíceis e polémicas, soube dizer e fazer o que era correto na hora certa.
 
E assim com extraordinária coragem, sentimento de responsabilidade e consciência de seus próprios limites como administrador da Igreja de Cristo, humildemente reconheceu a hora de colocar a Barca de Pedro à disposição da Igreja.
 
E finalmente o que alegrou o meu coração foi ver que grandes líderes religiosos e chefes de Estado de todo o mundo estão expressando admiração, respeito e gratidão pelo Papa Bento XVI.

Fonte: Canção Nova

Nota Oficial da CNBB sobre anúncio da renúncia de Bento XVI

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota na tarde desta segunda-feira, 11 de fevereiro, sobre o anúncio da renúncia do papa Bento XVI feito na manhã de hoje. A seguir, a íntegra da nota:
Brasília, 11 de fevereiro de 2013
P. Nº 0052/13
“Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja” (Mt 16,18)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB recebe com surpresa, como todo o mundo, o anúncio feito pelo Santo Padre Bento XVI de sua renúncia à Sé de Pedro, que ficará vacante a partir do dia 28 de fevereiro próximo. Acolhemos com amor filial as razões apresentadas por Sua Santidade, sinal de sua humildade e grandeza, que caracterizaram os oito anos de seu pontificado.
Teólogo brilhante, Bento XVI entrará para a história como o “Papa do amor” e o “Papa do Deus Pequeno”, que fez do Reino de Deus e da Igreja a razão de sua vida e de seu ministério. O curto período de seu pontificado foi suficiente para ajudar a Igreja a intensificar a busca da unidade dos cristãos e das religiões através de um eficaz diálogo ecumênico e inter-religioso, bem como para chamar a atenção do mundo para a necessidade de voltar-se ao Deus criador e Senhor da vida.
 
A CNBB é grata a Sua Santidade pelo carinho e apreço que sempre manifestou para com a Igreja no Brasil. A sua primeira visita intercontinental, feita ao nosso País em 2007, para inaugurar a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, e, também, a escolha do Rio de Janeiro para sediar a Jornada Mundial da Juventude, no próximo mês de julho, são uma prova do quanto trazia no coração o povo brasileiro.
Agradecemos a Deus o dom do ministério de Sua Santidade Bento XVI a quem continuaremos unidos na comunhão fraterna, assegurando-lhe nossas preces.

Conclamamos a Igreja no Brasil a acompanhar com oração e serenidade o legítimo processo de eleição do sucessor de Bento XVI. Confiamos na assistência do Espírito Santo e na proteção de Nossa Senhora Aparecida, neste momento singular da vida da Igreja de Cristo.
 
Dom Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB
 
Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís
Vice-presidente da CNBB
 
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Veja quem são os brasileiros com chance de virar papa

Cinco brasileiros estarão entre os eleitores que escolherão o chefe da Igreja Católica em uma cerimônia secreta na Capela Sistina nas próximas semanas. Os cinco cardeais são também potenciais sucessores de Bento 16.
 
País com a maior população católica do mundo, o Brasil possui nove cardeais, mas quatro deles já ultrapassaram a idade limite de 80 anos para votar.
Veja quem são os brasileiros com chances de virar papa.
 
Dom Odilo Scherer
O cardeal arcebispo de São Paulo é um dos nomes brasileiros mais frequentes nas listas de possíveis sucessores de Bento 16.
Gaúcho de Cerro Largo e descendente de imigrantes alemães, dom Odilo é mestre em Filosofia e doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.
Dom Odilo foi ordenado padre em 1976 no Paraná, onde foi criado, e é considerado um moderado em termos doutrinários.
Em 2007 sucedeu dom Cláudio Hummes na Arquidiocese de São Paulo.
Em 2012, Scherer envolveu-se em uma polêmica ao desprezar o candidato mais votado para a reitoria da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC).
Ele escolheu um nome mais alinhado à cúpula da Igreja Católica, causando revolta entre alunos e professores.
 
Dom João Braz de Aviz
Ex-arcebispo de Brasília, Dom João Braz de Aviz é hoje, aos 65 anos, o brasileiro que ocupa o mais alto cargo na hierarquia vaticana.
Nascido em Mafra, em Santa Catarina, foi ordenado bispo auxiliar de Vitória, no Espírito Santo, em 1994 e chefe da igreja em Brasília, em 2004.
Em 2011 deixou a capital federal para ocupar o cargo de prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica no Vaticano. No ano seguinte, foi nomeado cardeal por Bento 16.
 
Dom Cláudio Hummes
O cardeal dom Cláudio Hummes, de 78 anos, é um dos brasileiros com maior trânsito na burocracia vaticana.
Ex-arcebispo de São Paulo, foi prefeito para a Congregação para o Clero (espécie de ministro papal) até 2011. Desde então, é membro da Pontifícia Comissão para a América Latina.
Gaúcho da cidade de Montenegro, era considerado um dos mais prováveis sucessores do antigo papa João Paulo 2º. Devido à idade, tem as chances reduzidas neste momento.
 
Dom Raymundo Damasceno Assis
Cardeal arcebispo de Aparecida, São Paulo, dom Raymundo Damasceno também é presidente da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil).
Mineiro de Capela Nova, deve renunciar em breve à Arquidiocese de Aparecida, já que alcançou a idade limite de 75 anos.
Dom Raymundo Damasceno é doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma e foi ordenado bispo de Brasília em 1986.
 
Dom Geraldo Majella Agnelo
Arcebispo aposentado de Salvador, o cardeal dom Geraldo Majella Agnello nasceu em Juiz de Fora (MG) tem 79 anos.
Ele deixou a chefia da igreja na capital baiana quando completou 75 anos, mas ainda terá direito a voto na eleição do novo papa.
Dom Geraldo foi ordenado padre em São Paulo em 6 de agosto de 1978, no dia da morte do papa Paulo 6º. Aos 44 anos virou bispo de Toledo, no Paraná.
Doutor em Teologia pelo Pontifício Ateneu Santo Anselmo de Roma, foi indicado arcebispo de Salvador em 1999.
 
Fonte: BBC

Mensagem de Pe. Reginaldo Carreira por ocasião da renúncia do Papa Bento XVI


Boa tarde à todos!

Amados irmãos e irmãs da nossa querida Igreja Católica Apostólica Romana.
Ao saber da renúncia do nosso amado Papa Bento XVI fiquei preocupado, e um pouco triste, creio que como todos os católicos.

Mas creio de todo o coração que foram nossas orações pela unidade da Igreja e nossa constante intercessão pela unidade da Igreja em nossas Celebrações Eucarísticas que sustentaram o Papa nestes tempos e especialmente na tomada desta decisão.

Vi algumas manifestações um tanto desesperadas pelos meios de comunicação, especialmente nas redes sociais. Como se fosse um acontecimento catastrófico, um “golpe” para a Igreja. E não é nada disso.

O papa Bento XVI, seguindo ordens médicas, já não poderá fazer longas viagens, e está debilitado demais pela idade. Sendo asssim entendeu que, para o bem da Igreja , era preciso renunciar ao posto em que estava, mas jamais ao seu ministério episcopal, que será mantido na oração e intercessão pela santa Igreja.

É preciso dizer o seguinte: Não estamos desamparados, pois é o Espírito Santo quem sustenta e conduz a Igreja, a “as portas do inferno jamais vão prevalecer contra ela” (Mt 16, 18).

Desespero não é sentimento cristão. Não é uma ocasião de luto, mas apenas de intensificar nossas orações pela Igreja nos próximos dias até a renúncia oficial (28/02/13) e nos dias do Conclave (reunião dos cardeais para a eleição do novo papa).

Pode haver certo pesar, mas nada mais que isso. Afinal, sabemos que tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8, 28). Até dia 28/02 temos papa, e até a eleição do novo papa, Jesus nos ensina: “Não vos deixarei órfãos! O Espírito Santo paráclito virá sobre vós!”

Achei propícia uma das mensagens oficiais enviadas ao Papa Bento XVI que enaltece sua coragem em tomar tal decisão (que não deve ter sido fácil), e manifesta toda gratidão por todos estes anos dedicados com esmero pela unidade e fidelidade da Igreja de Jesus, como sucessor de Pedro.

É um momento de grandes mudanças, e vamos então intensificar nossas orações, aproveitando o tempo quaresmal que se inicia, mas que não sejam apenas súplicas pelo novo papa e pela saúde de Bento XVI, mas especialmente louvores e ação de graças por sua dedicação e coragem.

Provavelmente antes da Páscoa já teremos um novo papa. E continuaremos a ser o povo de Deus em unidade, junto à cátedra de Pedro. Este novo Papa virá ao Brasil em julho por ocasião da Jornada Mundial da Juventude.

Bendito seja Deus por Bento XVI.

Obrigado Bento XVI! 

Continuamos contando com sua bênção paterna, e com seu exemplo de amor pela Igreja Católica Apostólica Romana.

Pe. Reginaldo Carreira

Fonte: Site da Paróquia Santa Rita de Cássia de Santa Cruz das Palmeiras - SP

Novo papa deve vir para Jornada Mundial da Juventude, diz arcebispo do Rio

O arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, disse que a Jornada Mundial da Juventude, que será realizada na cidade entre os dias 23 e 28 de julho deste ano, contará com a presença do próximo Papa, que será eleito em Conclave no início de março.  Durante entrevista concedida no Rio de janeiro, Dom Orani Tempesta, afirmou que os preparativos para a realização da Jornada continuam normalmente e que pelo evento já ser tradicional na agenda da Igreja Católica Apostólica Romana, o próximo pontífice deverá estar presente.  Dom Orani disse que sua diocese é muito grata ao Papa Bento XVI pela escolha da cidade do Rio de Janeiro como sede do evento, e que sua obra deverá continuar.  Tempesta comentou que não esperava a renúncia, mas que todos sabiam que a saúde do Papa estava debilitada e que ele teria dificuldades físicas para cumprir sua agenda e administrar a Igreja.  Dom Orani finalizou pedindo orações ao Papa atual e ao que for eleito. "Que Deus abençoe o Santo Padre e todos os cardeais que participarão do próximo Conclave", finalizou.  

RENÚNCIA  

O Papa Bento XVI anunciou nesta segunda-feira que irá renunciar ao cargo no dia 28 de fevereiro.  O principal motivo de sua renúncia seria a idade avançada, Bento 16 tem 85 anos e sofre de artrite, especialmente nos joelhos, quadris e tornozelo.  O Papa viria ao Brasil em julho para a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro.  Um conclave será convocado para escolher o próximo pontífice. Até que um novo Papa seja escolhido, o posto ficará vago.  Bento SVI foi eleito para suceder João Paulo 2º, um dos pontífices mais populares da história. Ele foi escolhido em 19 de abril de 2005, quando tinha 78 anos, 20 anos mais velho que João Paulo II quando foi eleito.

Fonte: Folha de São Paulo

Cardeal Braz de Aviz comenta renúncia de Bento XVI


“O sentimento é de surpresa, muito grande”. Essas são as palavras do Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Cardeal João Braz de Aviz, que estava presente no momento do anúncio da renúncia do Papa Bento XVI, realizado nesta segunda-feira, 11.

O Cardeal comentou que toda a sessão do Consistório, convocado para aprovar  novos santos para a Igreja, foi feita em latim e, ao final da sessão, o Papa anunciou pessoalmnte a notícia, que deixou Dom Aviz muito surpreso. "Eu inclusive consultei o cardeal que estava ao meu lado e disse: 'O Papa está dizendo que ele está renunciando'? Porque não me parecia verdade. De fato, depois vimos que já estava confirmado e era isso mesmo que ele estava dizendo. Foi uma surpresa para todos nós porque esta atitude da renúncia não é uma atitude muito comum na Igreja". 

Mesmo diante da surpresa, o Cardeal acredita que Bento XVI fez uma avaliação e tomou tal atitude no conjunto da Igreja e para o bem da Igreja. Além disso, ele considerou a renúncia do Papa como um ato de "extrema humildade e amor à Igreja".

"Nós acreditamos realmente que o Papa o fez por amor à Igreja, por amor à Sé de Pedro, e nós sabemos o quanto ele trabalhou, quanto ele está trabalhando e trabalhará até o dia 28 ainda nesse sentido", disse.

Ele enfatizou que a surpresa tomou conta da sala onde estavam reunidos os cardeais, uma vez que todos só sabiam do consistório para os santos, e não da renúncia. Dom Aviz destacou ainda a beleza do gesto do Santo Padre em se dispor a continuar ajudando através de sua oração e testemunho. "Isso é muito bonito da parte do Santo Padre. Da nossa parte, queremos pedir pela Igreja, pedir também pelo novo Conclave e pedir para que o Senhor dê a nós o Pontífice que ele pensou para este momento", finalizou. 

Fonte: Canção Nova

Bento XVI anuncia demissão


Bento XVI anunciou nesta segunda-feira, 11 de fevereiro, que se demitirá no dia 28 de fevereiro. Eis o texto integral do anúncio:

Caríssimos irmãos,
convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.
Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.

Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.

BENEDICTUS PP XVI

Fonte: Portal Um

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Silêncio, escuta, Adoração: jovens buscam viver de maneira fiel sua fé


Casa de vó é lugar de ficar à vontade. E assim estavam os jovens na Igreja de Sant’Ana, avó materna de Jesus, na Vigília dos Jovens Adoradores do último dia 1º de fevereiro. O templo, que também é o Santuário Nacional de Adoração Perpétua, abriu suas portas mais uma vez para receber a juventude que reza em preparação à Jornada Mundial da Juventude, que o Rio de Janeiro vai sediar em julho de 2013.

Com cânticos, danças e palmas, mas também com silêncio e atitude de escuta, os jovens adentraram a madrugada vivenciando a presença de Cristo de diferentes maneiras. A acolhida começou às 22h, encabeçada pelo ministério de música Adoradores Adorar, formado há nove anos no seio da paróquia Santo André, do bairro carioca de São Cristóvão.

Em seguida, houve missa, presidida pelo bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio e responsável pelo Setor Vaticano do Comitê Organizador Local (COL), Dom Roque Souza. Em sua homilia, Dom Roque lembrou dos momentos em que o jovem é interpelado, na família, na faculdade, junto aos amigos, a dar respostas. “Ser cristãos exige de nós uma postura, um compromisso”. E ao tratar do comprometimento, fez questão de frisar sobre a fidelidade de Deus para com a criação. “Deus, criando o mundo, não o abandona, mas permanece fiel”.

Depois da comunhão, o momento de ação de graças tornou-se ainda mais profundo e solene com a participação do Coral Veni Sancta Spiritus, do movimento Comunhão e Libertação. O grupo cantou a música Bogoroditse Dievo, do compositor Rachimaninoff. “O movimento Comunhão e Libertação prega chegar a Cristo pelo silêncio. A música é uma forma de sentir o mistério; ela silencia a alma e o coração”, comentou Luan Góes, bacharel em música e regente do coral.

Após a missa, a comunidade Pequeno Rebanho deu continuidade aos estudos do catecismo jovem, também conhecido como Youcat. O Youcat é uma publicação direcionada a explicar o catecismo da Igreja aos jovens. Foi elaborado em linguagem próxima à juventude e organizado no formato de perguntas e respostas.  Patrícia Nicola e Alexandre Bastos, da Pequeno Rebanho, escolheram as perguntas 71 e 28 para tratar do tema central da vigília, que foi o mesmo da JMJ de Madri: “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (Col 2,7)

Mais reflexões sobre a vivência da fé foram trazidas pelo movimento Focolares. Remetendo ao clássico literário “O Pequeno Príncipe”, o  focolarino Paulo Rech dirigiu-se à juventude para comentar sobre a importância de cativarmos uns aos outros.

O diretor do Setor de Relações Internacionais do COL, padre Anísio José Schwirkowski, conduziu a pregação e Adoração ao Santíssimo. Ele levou os jovens a um momento profundo de reflexão. A todos ele propôs a frase de Madre Teresa de Calcutá: "O fruto do silêncio é oração. O fruto da oração é a fé. O fruto da fé é o serviço e o fruto do serviço é o amor e o fruto do amor é a Paz"

O encontro de fevereiro também foi uma oportunidade de retomar a campanha “Doe seu sangue pela Jornada”. Do lado de fora da igreja, a equipe de promoção do setor de voluntariado convidava os jovens a se comprometerem a doar sangue no HemoRio, no dia 7 de fevereiro.

Fonte: Site da Jornada Mundial da Juventude - Rio 2013

Caminhada para o Futuro


Já estamos a menos de seis meses da realização da Jornada Mundial da Juventude aqui no Rio de Janeiro, que acontecerá de 23 a 28 de julho deste Ano da Juventude. Os passos que foram dados já nos colocam na reta final. As grandes decisões já foram tomadas, restando agora colocar tudo em prática, como já vem ocorrendo pouco a pouco.

O evento tem sido para todos nós da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro uma oportunidade de servir aos jovens do mundo todo que para cá estão se dirigindo na busca de uma experiência com Deus e comprometidos com Cristo Jesus, serem sinais de tempos novos para o nosso mundo.

As mudanças sociais, religiosas e culturais já tinham sido contempladas no documento da V Conferência do Episcopado Latino Americano e Caribenho realizado em Aparecida, aqui no Brasil. Sabemos que este é o momento de estarmos dentro de uma história que movimenta a humanidade com várias filosofias e culturas se debatendo, e encontrarmos os meios de contribuir para o presente e futuro da humanidade.

Acredito que muito além dos problemas logísticos ou de acolhimento, transportes, alimentação, segurança e outros que debatemos com as equipes responsáveis para que possamos acolher bem cada jovem que chega, a grande questão de fundo é justamente o conteúdo de todos esses belos momentos que iremos viver.

A Jornada, além do seu tema e organização definidas tem também já alinhavada uma proposta muito importante para a questão que aflige a sociedade com relação ao tipo de dependência que tem colocado muitos jovens (e outros não tão jovens) nas ruas de nossas cidades, comandados como robôs devido a uma dependência feroz que tem levado tantos à morte. A mensagem aos jovens, com seus belos e elevados ideais no coração e na mente, também tem sonhos de um mundo sem guerras e violência e da convivência pacífica entre todos. Às vezes parecem sonhos utópicos que, ao passar do tempo, ficam ainda mais distantes da possível realização.

A fome que grassa tantos lugares de nosso planeta e também a discriminação e intolerância em todos os cantos nos fazem ver que chegamos a um momento em que tantas soluções foram e são tentadas, mas o que temos de resposta na atual conjuntura política e social nos levam a refletir sobre os caminhos do futuro.

Acredito que um grande evento como este é de vital importância para toda a humanidade e não só para o lugar em que será realizado. Sei que os jovens trarão suas vidas animadas por grandes ideais pelos quais lutam e que realmente preenchem seus corações.

A mensagem do Papa Bento XVI para o 47º Dia Mundial das Comunicações Sociais, publicada na quinta-feira passada, dia de São Francisco de Sales, recorda que as redes sociais são importantes portais de verdade e de fé. Isso nos faz lembrar que em sua mensagem para a Jornada Mundial da Juventude o Santo Padre também recordou a importância do jovem saber utilizar bem as redes sociais como espaços de evangelização.

Tivemos, neste mês de janeiro, muitos encontros aqui no Rio de Janeiro e em Roma entre os vários responsáveis pela realização da JMJ e da presença do Santo Padre para presidi-la, como sempre foi feito, e pudemos sentir o entusiasmo, unido à responsabilidade, de todos aqueles que estão empenhados nos diversos trabalhos.

O recente dia de São Sebastião, precedido por uma trezena, iniciando assim um novo ano na nossa cidade, foi enriquecido com a abertura do processo sobre a vida, virtudes e fama de Santidade da menina Odetinha, que recorda a todos o caminho de santidade que deve permear todos os nossos passos.

Diante de todos estes pensamentos e fatos, é que vemos a necessidade de continuar rezando, organizando e trabalhando para que os jovens que estarão presentes na JMJ Rio 2013 sejam sinais de esperança para o presente e o futuro do mundo. Viver aqui no Rio de Janeiro este momento de um grande sinal para a sociedade é um convite para prosseguirmos com coragem e ânimo diante dessa época de grandes mudanças e da necessidade, ao mesmo tempo, de grandes ideais.

Que este tempo abençoado por tantas pessoas que nos dão belos e importantes exemplos de coragem e ânimo seja para todos nós de grande confiança e esperança de que Aquele que começou em nós esse caminho, também o levará ao pleno cumprimento.

Que o Senhor da história, o Cristo Jesus, que nos precede nas “galileias” do mundo, e que, Ressuscitado, nos garante a vitória, acolha as nossas vidas e esperanças em semear sempre o amor da forma como foi ensinado por Ele, e nos ilumine sempre com a luz do Espírito nessa nossa caminhada para o Pai.

Quando passei pelo “campus fidei”, em Guaratiba, naquela noite de sábado, na trezena de São Sebastião, e vi todo aquele vazio ao lado da grande avenida, na escuridão da noite, eu pensei e disse aos que comigo estavam celebrando aquele momento: daqui a alguns meses tudo isso estará mudado, com grandes luzes e multidão de jovens aqui preenchendo todo esse espaço. Assim, também tenho certeza de que diante de tantas dificuldades e problemas da sociedade, ao lado de tantas e importantes conquistas, os jovens de corações novos saberão ser presenças de luz em nossa sociedade de hoje e de amanhã. É para isso que rezamos!

Fonte: Site da Jornada Mundial da Juventude - Rio 2013

Novo aplicativo permite acompanhar atividades do Papa em tempo real


O Pontifício Conselho das Comunicações Sociais (PCCS) lançou na última quinta-feira, dia 24 de janeiro, o "The Pope App", um aplicativo gratuito que permite acompanhar as atividades de Bento XVI por meio de celulares e computadores portáteis da Apple.

Disponível em cinco línguas, incluindo o português, o aplicativo “permite acompanhar eventos ao vivo e configurar alertas para notificar quando um evento papal começa”, refere a apresentação do PCCS.

Também se oferece acesso a “todo o material oficial relacionado com o Papa em vários formatos: notícias e discursos oficiais, galerias com as últimas fotos e vídeos, acesso ao seu calendário e links para outros serviços da Santa Sé”.

O aplicativo possibilita ainda a visualização de áreas específicas do Vaticano através de câmaras espalhadas pela Praça São Pedro que transmitem em tempo real.

Fonte: CNBB

Tolerância zero e diretrizes contra a repetição dos horrores da pedofilia


Papa Bento XVI, durante a audiência geral da última quarta-feira, 30 de janeiro, recebeu do diretor do Centro para a Proteção dos Menores e do Instituto de Psicologia da Pontifícia Universidade Gregoriana, o padre jesuíta Hans Zollner, o livro das atas do simpósio internacional realizado há um ano sobre os abusos cometidos por pessoas do clero contra menores de idade e a resposta que foi dada pela Igreja.

O volume, escrito em alemão, foi entregue ao papa no final da audiência. As atas foram redigidas no simpósio “Rumo à cura e à renovação”, que, de 6 a 9 de janeiro de 2012, contou com a participação de 110 conferências episcopais, representadas, na maior parte dos casos, pelo bispo encarregado dos casos de abuso na respectiva conferência. Participaram ainda superiores gerais de mais de trinta ordens religiosas e cerca de setenta especialistas em direito canônico, bem como psiquiatras e psicoterapeutas que trabalham com as vítimas e com os abusadores.

As atas do simpósio serão apresentadas ao público no próximo dia 5 de fevereiro, também na Universidade Gregoriana. Serão divulgadas ainda as atividades do Centro para a Proteção dos Menores e o programa de e-learning criado na Alemanha para prevenir abusos contra menores na Igreja e na sociedade, além de prestar a ajuda devida às vítimas.

As iniciativas fazem parte da estratégia firme e decidida do Vaticano na luta contra a pedofilia no interior da Igreja.

Na entrega das atas também estava presente o diretor da assessoria de imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, que participou do simpósio. Na ocasião, o porta-voz vaticano disse a ZENIT que, “além de aumentar o rigor no combate ao crime dos abusos contra menores, cometidos por pessoas da Igreja, a iniciativa identificará um percurso que ajude as vítimas e crie condições para evitar que pecados semelhantes se repitam no futuro”.

Lombardi acrescentou que as conferências episcopais estavam trabalhando “para pôr a circular em prática, formulando as suas diretrizes”. Trata-se de “redigir um documento, mas também de praticá-lo. Todo intercâmbio de experiências será útil”.

O jesuíta precisou que a Universidade Gregoriana sediou o simpósio por ser “um grande centro acadêmico capaz de organizar uma iniciativa como esta, que pede capacidades de tipo moral, jurídico, canônico, pastoral e psicológico”, e especificou que o convênio foi gerido pelo Instituto de Psicologia da Gregoriana, assim como o centro especializado que lhe dá suporte.

Dom Charles Scicluna, promotor de justiça da Congregação para a Doutrina da Fé, destacou no simpósio a vontade firme de “extirpar e prevenir esta chaga aberta”, porque “os abusos são um fenômeno muito triste que, além de pecado, são um delito. E como delito, existe para eles a justa jurisdição do Estado e o dever de colaborar com esta jurisdição penal”.

Duas cerimônias marcaram o final do simpósio: a primeira, penitencial, foi presidida pelo cardeal Marc Ouellet, prefeito da Congregação para os Bispos. A segunda, uma missa concelebrada, foi presidida pelo cardeal Fernando Filoni, prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos.

Fonte: CNBB

O profeta católico 'não obedece ninguém além de Deus', diz o Papa


Durante a oração mariana do Angelus, neste domingo, 3, o Papa Bento XVI convidou os católicos a ‘investir’ na vida e na família como resposta eficaz à atual crise, e expressou o desejo de que a Europa seja sempre um lugar em que se defenda a dignidade de todo ser humano.

No breve discurso proferido da sacada de seu escritório, Bento XVI se uniu aos bispos italianos e saudou a celebração na Itália do “Dia pela Vida”, que recorre sempre no primeiro domingo de fevereiro e que este ano lançou a iniciativa “Um de nós”. Trata-se de um apelo que defende a dignidade de todo ser humano como “fundamento de justiça, liberdade, democracia e paz”. 

E ainda em referência à tutela da vida, dirigiu um pedido aos professores da Faculdade de Medicina, para que formem profissionais no respeito da cultura da vida. 

No início do encontro, o Pontífice recordou o episódio narrado no Evangelho de São Lucas, quando Jesus surpreende os cidadãos de Nazaré e os provoca, deixando a entender que é ele o Messias. As pessoas de sua cidade, que bem conheciam ele e sua família, o julgam presunçoso e o expulsam da sinagoga. No entanto, Jesus sabe que “nenhum profeta é bem-quisto em sua pátria” e assim, levanta-se e vai embora. 

Em meio ao povo, surge a dúvida: “Por que esta ruptura? Ele tinha o nosso consenso...”. O Papa esclareceu aos fiéis que Jesus não queria o consenso dos homens, mas “dar testemunho à Verdade”. É verdade que Jesus é o profeta do amor, mas o amor também tem a sua verdade!”. 

Como escrevia São Paulo, “o amor não se vangloria, não se orgulha, não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor; o amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade”.

Falando em espanhol, o Papa prosseguiu dizendo que o Apóstolo garante que “o caminho da perfeição não consiste em ter qualidades particulares, mas em viver o amor autêntico, que Deus nos revelou em Jesus Cristo”. 

Bento XVI concluiu que o verdadeiro profeta católico “não obedece ninguém além de Deus; está a serviço da verdade e sempre pronto a pagar com a própria vida: crer em Deus significa renunciar aos próprios preconceitos”.

Fonte: Canção Nova

Deus nos quer puros e santos


Na noite do casamento, levaram o jovem Tobias aos aposentos da esposa, Sara, que o esperava. Ela tinha todo o direito de se dar ao esposo que Deus mesmo havia escolhido para ela. O jovem rapaz, que tinha se conservado casto até aquele momento, se levanta, volta-se para ela e diz: 

"Levanta-te, Sara, e roguemos a Deus, hoje, amanhã e depois de amanhã. Estaremos unidos a Deus durante estas três noites. Depois da terceira noite consumaremos nossa união; porque somos filhos de santos e não nos devemos casar como os pagãos que não conhecem a Deus" (Tb 8,4-5). 

Preste atenção: "Porque somos filhos de santos, e não nos devemos casar como os pagãos que não conhecem a Deus". Todos os rapazes e moças que são virgens, saibam: manter-se castos é uma graça de Deus! Por amor ao seu casamento e à sua família, mantenham-se firmes! Façam um compromisso de castidade ao Senhor! 

Por causa de "amigos" que contam vantagens e fazem mil insinuações, talvez você seja um daqueles que vive titubeando, sem saber mais o que é certo e errado. Saiba: é preciso querer a mesma graça de Tobias e Sara. Outros caíram e se machucaram muito cedo. Com você não precisa ser assim! Deus nos quer puros e santos! 

Deus o abençoe!

Fonte: Canção Nova