sexta-feira, 12 de abril de 2013

O milagre eucarístico de Lanciano

Lanciano é uma cidadezinha perto da costa adriática italiana, situada a uma meia-distância de San Giovanni Rotondo (a mesma em que S. Pio de Pietrelcina viveu a maior parte de sua vida) e Pescara, quase aos pés dos Apeninos. O próprio nome da cidade, "Lanciano", quase que antecipa o milagre que viria a ocorrer ali, mais tarde.

Com efeito, a cidade que originalmente se chamava Anxanum, teve seu nome mudado para Lanciano, em referência a um filho seu ilustre: o centurião Longinus, aquele mesmo que feriu Jesus com uma lança, na cruz. A narração do Evangelho da crucifixão diz que ao ser golpeado pela lança, o coração de Jesus verteu sangue e água, substâncias que, segundo a tradição, tocou um dos olhos de Longinus, devolvendo sua visão (era cego de um olho).

No século VIII, havia na cidade uma comunidade de monges de São Basílio, que viviam no mosteiro de São Legoziano. Entre eles, havia um que vivia assaltado por dúvidas quanto à presença real do Corpo e do Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo na hóstia e vinho consagrados. Suas dúvidas, certamente alimentadas em segredo, acabaram por minar lentamente sua fé.

Certa manhã, atormentado violentamente por tais dúvidas e em plena celebração da santa missa, aquele monge deu início à consagração do pão e do vinho e o que viu, então, fê-lo ficar imóvel um bom tempo, contemplando o altar, para a admiração dos fiéis que assistiam a missa. Então, virando-se para o povo, aquele sacerdote disse-lhes:

"Felizes as testemunhas que, para confundir a minha falta de fé, Deus escolheu para revelar-se a si mesmo neste bem-aventurado Sacramento e torná-Lo visível aos seus olhos".

O pão tinha se transformado em carne viva e o vinho em sangue, ante os olhos daquele sacerdote assaltado pela incredulidade. Mais uma vez, o coração de Jesus, cujo sacrifício a missa tinha renovado naquele momento, realiza o mesmo milagre feito na cruz: no Calvário, o centurião, vendo os sinais inequívocos que se seguiram à morte de Jesus, teve que reconhecer nele o Filho de Deus; aquele sacerdote, diante daquele daquela carne e sangue, retomou a sua fé e pôde dizer, como Longinus, eis o Filho de Deus.

O relato deste milagre estupendo atravessou os tempos e as relíquias, ou seja, a hóstia parcialmente transformada em carne e o vinho tornado sangue, foram guardados em um relicário de marfim, colocado sobre o altar lateral da igreja, onde permaneceu por cinco séculos. Em 1713, a hóstia passou a ser guardada numa custódia de prata e o sangue num cálice de cristal, peças que são mantidas até os dias de hoje.

Em 1574, foi reportado outro sinal atestando a autenticidade do milagre eucarístico. O sangue, ao se coagular, tinha se separado em cinco partes de tamanhos e formatos diferentes, tal como ainda hoje se pode comprovar. Ao se examinar aqueles pedaços de sangue coagulados, notou-se que qualquer das partes apresentavam o mesmo peso do total das mesmas e qualquer combinação entre elas também pesavam o mesmo que cada peça individual e das cinco peças juntas. Tal fato foi então aceito pela Igreja local como um sinal de autenticidade do milagre narrado oitocentos anos antes.

Em 1672, o Papa Clemente X declarou privilegiado o altar do milagre eucarístico e em 1887 o arcebispo de Lanciano obteve do Papa Leão XIII indulgência plenária perpétua a quem venerasse as relíquias durante os oito dias que antecedem o dia da festa.

Em 1970, os frades menores conventuais, sob cuja guarda se mantém a igreja do milagre (desde 1252 chamada de São Francisco), decidiram, devidamente autorizados, confiar a dois médicos de renome profissional e idoneidade moral indiscutíveis, a análise científica das relíquias. Para tanto, convidaram o doutor Odoardo Linoli, chefe de serviço dos Hospitais Reunidos de Arezzo, Itália, e livre docente de anatomia e histologia patológica e de química e microscopia clínica, para, assessorado pelo professor Ruggero Bertelli, professor emérito de anatomia humana normal na Universidade de Siena, proceder aos exames.

Em 4 de março de 1971, os pesquisadores publicaram um relatório contendo o resultado das análises:

a) a carne é verdadeira carne, o sangue é verdadeiro sangue;

b) a carne é do tecido muscular do coração (miocárdio, endocárdio e nervo vago);

c) a carne e o sangue contém o mesmo tipo sanguíneo, do grupo 'AB'; e

d) foram encontrados no sangue minerais (fósforo, magnésio, potássio, sódio e cálcio, entre outros) e proteínas na mesma proporção encontrada no sangue e carne frescos.

A conservação da carne e do sangue deixados em seu estado natural durante treze séculos e expostos à ação de agentes atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno sem explicação.

Claudio Tadeu Parpinelli
Ministro da Paróquia Santa Maria - SBC - SP
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quinta-feira, 11 de abril de 2013

A necessidade de Perdoar

Mateus 18 – 21 a 35

Quando nos deparamos com a necessidade de perdoar alguém, somos convidados a abrir mão de características pessoais em prol de algo maior, mas, por que isto? Mateus, no capítulo 18, versículos de 21 a 35, narra que Pedro questiona a Jesus sobre quantas vezes devemos perdoar e cristo não somente diz o quanto devemos perdoar, mas também nos ensina o porquê do perdão, logo, convido que leiam em suas bíblias a passagem destaca acima deste texto. Neste trecho, percebemos duas dimensões de perdão, uma na esfera humana e outra na esfera divina, mas para compreender a esfera humana devemos, antes de tudo, entender o perdão divino. Na parábola contada por cristo, ele nos diz sobre um rei que convocou os seus servos para acertar as contas, neste momento, um dos servos que fora chamado, viu que sua família pagaria pelas dividas que adquirirá perante o rei, logo que soube isto, o servo se prostrou diante do senhor e pediu um prazo para saldar a dívida, neste momento o rei se sentiu comovido e perdoou o servo.

Este exemplo demonstra o perdão de Deus para conosco, haja vista que a divida do servo era de 10.000 talentos, ou seja, cerca de 350 toneladas de ouro e prata, logo,  mesmo que aquele servo trabalha-se por toda vida, nunca saldaria o débito, mas mesmo assim, fora perdoado. Assim é o amor do nosso pai, não conseguimos saldar o débito dos pecados que cometemos ao longo da vida, pois ora estamos cansados do serviço, ora estamos errantes e assim caminhamos na fé, mas mesmo assim, quando nos prostramos verdadeiramente diante de Deus, ele nos perdoa plenamente, independentemente do quão grande seja a nossa dívida/pecado.

Por outro lado, no final da narrativa percebemos que este servo, após receber o perdão, teve a oportunidade de reproduzir a misericórdia do rei para com o semelhante, entretanto este cobrou de maneira enérgica o seu saldo, mesmo sendo infinitamente menor que o seu que fora perdoado e isto magoou o rei.

Aqui surge a essência humana do perdão, pois, temos que ter a certeza que antes de qualquer coisa, o perdão beneficia a quem o oferece, isto porque se trazemos conosco a situação que nos chateia, isto nos consome diariamente de modo que vez ou outra somos incomodados por tais pensamentos.

A paz de espírito ou, o momento de tranqüilidade da alma, necessita do perdão, pois alivia tanto quem o oferece quanto àquele que recebe.

Entendido estas dimensões podemos perceber que o perdão humano é expressão do espírito de Deus que habita em nós, pois como no final do texto em análise, o perdão que oferecemos é extensão do perdão que recebemos de Deus. Lembremos aqui da oração do Pai Nosso, onde afirmamos que pedimos ao Pai para nos perdoar assim como perdoamos os nosso semelhantes (Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido), logo, assumimos um compromisso que, para recebermos o perdão de Deus, devemos antes de mais nada, perdoar aqueles que nos ofenderam.

PENSE NISSO.

Lucas Ribeiro Fernandes Maia
Texto orignalmente publicado no blog Católicos Jovens
Link Original

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O que é Ecuaristia?

A Eucaristia é a consagração do pão no Corpo de Cristo e do vinho em seu Sangue que renova mística e sacramentalmente o sacrifício de Jesus na Cruz. A Eucaristia é Jesus real e pessoalmente presente no pão e no vinho que o sacerdote consagra. Pela fé cremos que a presença de Jesus na Hóstia e no vinho não é só simbólica, mas real; isto se chama o mistério da transubstanciação já que o que muda é a substância do pão e do vinho; os accidente -  forma, cor, sabor, etc. - permanecem iguais.

A instituição da Eucaristia, aconteceu durante a última ceia pascal que celebrou com seus discípulos e os quatro relatos coincidem no essencial, em todos eles a consagração do pão precede a do cálice; embora devamos lembrar, que na realidade histórica, a celebração da Eucaristia ( Fração do Pão ) começou na Igreja primitiva antes da redação dos Evangelhos.

Os sinais essenciais do sacramentos eucarístico são pão de trigo e vinho da videira, sobre os quais é invocada a bênção do Espírito Santo e o presbítero pronuncia as palavras da consagração ditas por Jesus na última Ceia: "Isto é meu Corpo entregue por vós... Este é o cálice do meu Sangue..."

Encontro com Jesus amor

Necessariamente o encontro com Cristo Eucaristia é uma experiência pessoal e íntima, e que supõe o encontro pleno de dois que se amam. É, portanto, impossível generalizar sobre eles. Porque só Deus conhece os corações dos homens. Entretanto, sim devemos transluzir em nossa vida, a transcendência do encontro íntimo com o Amor. É lógico pensar que quem recebe esta Graça, está em maior capacidade de amar e de servir ao irmão e que além disso, alimentado com o Pão da Vida deve estar mais fortalecido para enfrentar as provações, para encarar o sofrimento, para contagiar sua fé e sua esperança. Em fim, para levar a feliz término a missão, a vocação, que o Senhor lhe dá.

Se apreciássemos de veras a Presença de Cristo no sacrário, nunca o encontraríamos sozinho, acompanhado apenas pela lâmpada Eucarística acesa, o Senhor hoje nos diz a todos e a cada um, o mesmo que disse aos Apóstolos "Com ânsias desejei comer esta Páscoa convosco " Lc.22,15. O Senhor nos espera ansioso para entregar-se a nós como alimento; somos conscientes disso, de que o Senhor nos espera no Sacrário, com a mesa celestial servida.? E nós, por que o deixamos esperando.? Ou é por acaso, quando vem alguém de visita a nossa casa, o deixamos na sala e vamos nos ocupar de nossas coisas?

É exatamente isso o que fazemos em nosso apostolado, quando nos enchemos de atividades e nos descuidamos na oração diante do Senhor, que nos espera no Sacrário, preso porque nos "amou até o extremo" e resulta que, por quem se fez o mundo e tudo o que nele habita (nós inclusive) encontra-se ali, oculto aos olhos, mas incrivelmente luminoso e poderoso para saciar todas nossas necessidades.

Claudio Tadeu Parpinelli
Ministro da Paróquia Santa Maria - SBC - SP
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O sinal da Santa Cruz

A Igreja oferece, na liturgia, a melodia da palavra e da oração para ritmar os passos da vida humana. Como na música, o tempo forte da dança da vida é dado pelo domingo, o Dia do Senhor, no qual se fazem presentes, de forma excepcional, os grandes mistérios do Cristo, em Sua Morte e Ressurreição. Os mistérios como a Encarnação do Verbo de Deus e Seu nascimento em Belém, a vida em Nazaré, no maravilhoso recôndito da família, a pregação do Evangelho, o chamado dos discípulos, os milagres, a entrada na vida cotidiana das pessoas, a prática do seguimento de Jesus na experiência dos santos, tudo isso é apresentado durante o ano para que as leis da oração e da fé iluminem os passos dos cristãos e contribuam para chamar outras pessoas à mais digna aventura humana, acolher Jesus Cristo, n'Ele acreditar e fazer-se discípulo.Neste final de semana, a delicadeza da providência nos põe diante dos olhos a festa da Exaltação da Santa Cruz, a festa de Nossa Senhora das Dores e o diálogo de Jesus com Seus discípulos, quando da profissão de fé feita por Simão Pedro (Mc 8,27-35). É tempo privilegiado para discípulos de ontem e de hoje se decidirem.A cruz, terrível instrumento de suplício, quando o Corpo Santo do Senhor a tocou, tornou-se sinal de salvação, causa de glória e honra para todos os seres humanos. Olhar na fé para o Senhor, que foi elevado da terra, é estrada de graça e de vida (Cf. Nm 21,4-9; Jo 3,13-17). O apóstolo São Paulo, que não conhece outra coisa senão Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado (Cf. I Cor 2,2), identificou-se de tal modo com este mistério que pôde dizer: "Com Cristo, eu fui pregado na cruz. Eu vivo, mas não eu, é Cristo que vive em mim. Minha vida atual na carne, eu a vivo na fé, crendo no Filho de Deus que me amou e se entregou por mim” (Gl 2,19-20). Para ele, a escolha foi feita e caíram todos os laços com o passado: “Quanto a mim, que eu me glorie somente da cruz do nosso Senhor, Jesus Cristo. Por Ele o mundo está crucificado para mim, como eu estou crucificado para o mundo” (Gl 6,14).
Assista também: "O Amor que brota da cruz", com Márcio Mendes

A Igreja canta com alegria e não esmagada pelo peso da cruz: “Quanto a nós, devemos gloriar-nos na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é nossa salvação, nossa vida, nossa esperança de ressurreição, e pelo qual fomos salvos e libertos”. Ao iniciar a Páscoa, na Quinta-feira Santa, proclama sua convicção, retomando a proclamação da glória da cruz: “Esta é a noite da ceia pascal, a ceia em que nosso Cordeiro se imolou. Esta é a noite da ceia do amor, a ceia em que Jesus por nós se entregou.

Esta é a ceia da nova aliança. A aliança confirmada no Sangue do Senhor”. A cruz de Jesus é estandarte de vida a ser alçado em todos os lugares, como sinal da presença dos homens e mulheres de fé. A vida resplandece onde o Cristo morto e, depois, ressuscitado - “Victor quia victima - Vencedor porque vítima” (Santo Agostinho, em Confissões X, 43) - se faz presente!Aos pés da cruz de Jesus, estava Sua mãe, Maria, mulher altiva na sua fé (Cf. Jo 19,25-27), fiel até o fim para dizer seu segundo 'sim'; desolada e depois glorificada. Anos antes, havia recebido o anúncio da espada de dor a transpassar seu coração pela palavra de Simeão (Lc 2 34-35). A Igreja celebra a sua “festa”, pois vê, em seu mistério profundo de dor e de entrega, o chamado que se dirige a todos os homens e mulheres. Com ela somos chamados a permanecer de pé, firmes diante de todo o mistério do sofrimento existente na vida.Os discípulos de Jesus, Pedro à frente, percorreram muitas e exigentes etapas em sua formação (Cf. Mc 8,27-35) para chegarem a vislumbrar o mistério de Cristo. Pareceu-lhes sempre difícil entender que havia uma lógica diferente quando esperavam um messias vitorioso, capaz de destruir todas as forças inimigas do bem. E a trilogia deste final de semana se conclui com a provocação, oferecida pela Igreja, a que, mais uma vez, as pessoas de nosso tempo se decidam a percorrer uma estrada diferente. “A lógica de qualquer projeto humano de conquista do poder é luta-vitória-domínio.A lógica de Jesus ao invés é: luta-derrota-domínio! Também Jesus lutou - e como lutou! - contra o mal no mundo. Com efeito, o título de Jesus Cristo ressuscitado – “Senhor” – é um título de vitória e de domínio, de modo que chega a criar uma incompatibilidade com o reconhecimento de outro senhor terreno; mas se trata de um domínio não baseado na vitória, mas na cruz” (Cf. Raniero Cantalamessa, “O Verbo se faz Carne”, no prelo, Editora Ave-Maria).Concretizar esta escolha é apenas decidir-se a sair de si para amar e servir, buscando o que constrói o bem de todos, vencendo primeiro a si mesmo. Magnífica aventura! Vale a pena experimentar!

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA 

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São Tarcísio Mártir

Tarcísio era um jovem acólito, com 12 anos de idade, que viveu no Século III, durante as perseguições aos cristãos decretadas por Valeriano, um implacável inimigo de Cristo. A cada dia, partindo secretamente das catacumbas, onde os cristãos então se reuniam para a Santa Missa, um diácono era enviado às prisões, para levar a Eucaristia aos cristãos que estavam condenados à morte.

Um dia, não havendo diáconos disponíveis, incumbiram o jovem Tarcísio da tarefa de levar a comunhão aos prisioneiros. Estando a caminho, na Via Ápia, Tarcísio foi encontrado por alguns jovens pagãos, seus conhecidos, que instaram-no a juntar-se a eles, em seus jogos e brincadeiras.

Recusado o convite, a turba que cercava Tarcísio notou que ele trazia algo escondido em suas mãos. Um deles, que sabia da sua condição de cristão, juntamente com outros, curiosos por conhecer os 'mistérios' cristãos, aglomeraram-se em torno de Tarcísio e passaram a maltratá-lo com fúria, para que ele lhes mostrasse o que carregava nas mãos.

Como lhes negasse a mostrar o que carregava, foi brutalmente espancado e apedrejado. Caído por força das agressões sofridas, velando ainda o Tesouro que trazia nas mãos, foi socorrido por um soldado cristão, que passava pelo local, que dispersou a multidão e levou-o, quase morto, de volta à catacumba de onde tinha partido. Não resistindo aos graves ferimentos sofridos, Tarcísio morreu no caminho. Seu corpo foi sepultado nas Catacumbas de São Calisto, e suas relíquias estão hoje custodiadas na Basílica de São Silvestre, em Roma.

Sobre este jovem mártir, o Papa São Dâmaso deixou-nos estas palavras:

"Leitor que lês estas linhas: convém-te recordar que o mérito de Tarcísio é muito semelhante ao do diácono Santo Estêvão, aos quais quer honrar este epitáfio. Santo Estêvão foi morto sob uma tempestade de pedras pelos inimigos de Cristo, aos quais exortava a se tornarem melhores. Tarcísio, enquanto levava o sacramento de Cristo, foi surpreendido por uns ímpios que tentaram arrebatar-lhe seu tesouro para profaná-lo. Preferiu morrer e ser martitizado, que entregar aos porcos raivosos a Eucaristia, que contém a Carne Divina de Cristo".

Por sua fé heroica, São Tarcísio é patrono dos jovens acólitos que servem no altar (os coroinhas) e sempre será um exemplo de coragem e devoção, um alento para aqueles que, desde a sua juventude, sofrem as agruras de serem perseguidos por sua fé.

Claudio Tadeu Parpinelli
Ministro da Paróquia Santa Maria - SBC - SP

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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Deus odeia o pecado e ama o pecador?

A frase “Deus ama os pecadores, mas odeia o pecado” não está na Bíblia. É fruto de uma reflexão derivada de uma psicologia secular, humanista e completamente diabólica. E o mais incrível é ver pessoas que se dizem crer em Deus por meio de Sua Palavra, exclamarem tal afirmação e afagarem o seu peito, defendendo com unhas e dentes tal jargão. Não importa se isso é anti-bíblico ou não; não importa todo o contexto; não importa a hermenêutica; nada disso importa; o que importa é que o “meu deus” é assim, amoroso sem limites. Esta é a ideia atual. É completamente incompatível e contradizente um Deus amoroso e misericordioso, possuir em Seu caráter um atributo chamado ódio. Primeiro, eles mesmos afirmam por meio de uma frase que não se encontra na Palavra de Deus, que Ele “odeia o pecado” e depois vem nos perguntar como Deus pode possui ódio em seu caráter? Espera aí! Isso é distúrbio mental.

Mas vamos olhar para o que a Palavra de Deus, a saber, a Bíblia Sagrada, nossa unica regra de fé e pratica nos diz:

“O SENHOR prova o justo; porém ao ímpio e ao que ama a violência odeia a sua alma.” (Salmos 11:5)

“Estas seis coisas o SENHOR odeia, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, o coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, a testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.” (Provérbios 6:16-19)

“Os loucos não pararão à tua vista; odeias a todos os que praticam a maldade.” (Salmos 5:5)

“Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de eqüidade é o cetro do teu reino. Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu Com óleo de alegria mais do que a teus companheiros.” (Hebreus 1:8-9)

“Como está escrito: Amei a Jacó, e odiei a Esaú.” (Romanos 9:13) e muitos outros versículos que dizem a mesma coisa.

Os versículos acima citados são claros como a neve. Não podem serem negados por alguém que seja racional e pense logicamente. Não se pode separar o pecado do pecador. Não se pode punir o pecado e não pecador. No inferno, Deus não punirá o pecado fora do pecador, antes é o individuo o alvo principal da Ira de Deus. O pecado nasce no coração do homem. O homem é o fabricante do mesmo. O homem não apenas ama praticar o pecado, como ele em si mesmo é o pecado.

Mas agora, lhe digo: “Deus ama pecadores. Você pode dizer: Você não sabe o que fala. Primeiro diz que Deus odeia os pecadores e depois vem dizer o oposto disso? Isso é a pior contradição que já vi”. Não, isso não é uma contradição. Vejamos: Quando Deus salva uma pessoa, a regenera, veste-a com vestes brancas como a neve, com vestes de justiça. Os méritos de Cristo são atribuídos em sua vida. Deus a ama cristocêntricamente. Pelos méritos de Cristo, por sua perfeita e imaculada justiça. Mas o homem salvo continua sendo um pecador. Mas estes pecados são cobertos pela justiça eterna de Jesus. E esta justiça o leva a arrepender-se constantemente. Deus não as ama por aquilo que elas são, pois não há nada no homem digno de atrair em Deus seu afeto e amor, mas apenas seu ódio. Deus ama Cristocêntricamente pessoas salvas.

Texto originalmente publicado no blog Leia a Bíblia

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quarta-feira, 3 de abril de 2013

És Filho

Imensa era a felicidade. O senhor de meia idade saiu exultante da casa onde seu pai morava. O motivo para tanta alegria devia-se ao fato que o pai, sofrendo de esclerose, havia reconhecido o filho naquela manhã. Fazia meses que o pai, doente, não reconhecia ninguém nem lembrava nada. Naquela manhã, num rasgo inesperado de lucidez, o pai, ao receber a rotineira visita do filho, abraçou-o e disse: MEU FILHO! A emoção tomou conta e o filho chorava de felicidade! Realizados e confiantes vivem os filhos quando reconhecidos e tratados como tais pelos pais! A constante presença e o sincero afeto dados pelos pais são indispensáveis para que os filhos cresçam seguros psicológica e afetivamente e desenvolvam uma salutar autoestima. É a herança mais preciosa que os genitores podem legar aos filhos. Sinfonia mais melodiosa para o coração não há que ouvir os pais pronunciarem com sua peculiar afinação, MEU FILHO! É a razão porque os pais não devem ser parcimoniosos no uso deste adubo orgânico que somente eles dispõem. Por outro lado, quanta frustração para um filho que se reconhece órfão de pais vivos!

Foi por conhecer tão bem a alma humana que Deus, ao enviar seu Filho ao mundo para resgatar a humanidade da miséria do pecado quis que os homens e as mulheres soubessem que a redenção os elevava à condição de filhos adotivos do Pai Eterno. A salvação, de fato, consiste nesta sublime realidade: ser reconhecido e chamado de filho pelo Papai do céu. Se os pais humanos provocam tanta segurança e emoção ao reconhecerem seus filhos e ao tratá-los com atenção e ternura, quanto maior a confiança e a felicidade ao saber-se adotado pelo Deus-Amor! É legitimo imaginar Deus aguardando pressuroso a oportunidade de poder chamar cada ser humano de filho/filha. Afinal, é próprio ao amor comunicar-se. E Deus, Amor perfeito, faz questão que seus filhos saibam o imenso carinho que tem por eles. Criativo e inovador o amor sempre encontra meios para afirmar-se. Entre os tantos meios que Deus usa para fazer conhecida sua predileção, os sacramentos são ocasiões privilegiadas. No batismo, em especial, chamando cada candidato pelo nome, Deus declara solenemente: TU ÉS MEU FILHO, EU HOJE TE GEREI! A relevância desta declaração impõe que o sacramento do batismo seja celebrado e vivido com a devida reverência e com mais gratidão, justificando esta incomensurável graça. Pena que, entre os católicos principalmente, a celebração do batismo se transformou num ritual obrigatório, uma espécie de vacina espiritual sem conseqüências. Deus leva a sério suas promessas. Deus leva a sério o ser humano. Estranhamente, o ser humano é que faz pouco caso do extraordinário privilégio de ser olhado por Deus como filho! O Criador não faz demagogia nem recorre à frases de efeito. Eleva o filho do homem à condição de filho adotivo e é como tal que Deus o trata. E para sempre! Uma vez escrito o nome na palma da mão divina, jamais será apagado. É filho e também herdeiro, confirma o apóstolo.

Deus leva o homem muito a sério! Pena que o Homem não abre espaço para Deus. Mesmo orando, o Homem não deixa Deus falar ao coração. Preocupa-se tanto em apresentar suas necessidades, insiste tanto em induzir Deus a satisfazer suas urgências, que não sobra tempo nem disposição para o Papai do Céu tranquilizar: meu filho, minha filha! O esquema materialista e de resultados imediatos seguido pelo mundo moderno contaminou a prática da oração. Pois muitos andam associando a oração à realização de feitos espetaculosos – não raramente pagos de acordo com uma tabela. Está difícil para o ser humano entender que milagre maior não há do que ser reconhecido e chamado por Deus de filho! Na condição do filho do Altíssimo o que poderá lhe faltar? Por que será que o Homem não percebe a enorme distinção que possui?

Amor não combina com ruído! Amor combina com silêncio. É em clima de silêncio obsequioso que Deus quer ter o prazer de chamar cada ser humano: MEU FILHO! Sentença mais melodiosa, capaz de inundar a alma humana de alegria contagiante e de infundir nela uma serena autoestima a mantê-la firme e confiante na travessia da vida!

Padre Charles Borg
Vigário Geral e Pároco Paróquia Santo Antônio de Araçatuba

O Livro do Apocalipse

Autor: Apocalipse 1:1,4,9 e 22:8 especificamente identificam o apóstolo João como o seu autor.

Quando foi escrito: O livro do Apocalipse foi provavelmente escrito entre os 90 e 95 dC.

Propósito: A Revelação de Jesus Cristo foi dada a João por Deus “para mostrar aos seus servos o que em breve há de acontecer.” Este livro é cheio de mistérios sobre coisas que virão. É o último aviso de que o mundo certamente terminará e que o julgamento é certo. Dá-nos um pequeno vislumbre do céu e de todas as glórias que aguardam aqueles que mantêm as suas vestes brancas. O livro de Apocalipse leva-nos através da grande tribulação, com todas as suas aflições, e do fogo final que todos os infiéis terão de enfrentar pela eternidade. O livro recorda a queda de Satanás e a condenação que o aguarda juntamente com seus anjos. Vemos também as tarefas de todas as criaturas e anjos do céu, assim como as promessas dos santos que viverão para sempre com Jesus na Nova Jerusalém. Como João, é difícil encontrar palavras para descrever o que lemos no livro do Apocalipse.

Versículos-chave: 

Apocalipse 1:19: “Escreva, pois, as coisas que você viu, tanto as presentes como as que estão por vir.”

Apocalipse 13:16-17: “Também obrigou todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, a receberem certa marca na mão direita ou na testa, para que ninguém pudesse comprar nem vender, a não ser quem tivesse a marca, que é o nome da besta ou o número do seu nome.”

Apocalipse 19:11: “Vi o céu aberto e diante de mim um cavalo branco, cujo cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro. Ele julga e guerreia com justiça.”

Apocalipse 20:11: “Depois vi um grande trono branco e aquele que nele estava assentado. A terra e o céu fugiram da sua presença, e não se encontrou lugar para eles.”

Apocalipse 21:1: “Então vi um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham passado; e o mar já não existia.”

Resumo: O Apocalipse é pródigo de descrições coloridas das visões que nos anunciam os últimos dias antes do retorno de Cristo e a introdução do novo céu e nova terra. O Apocalipse começa com cartas às sete igrejas da Ásia Menor, revelando em seguida a série de devastações derramadas sobre a terra; a marca da besta, “666″; a decisiva batalha do Armagedom; o aprisionamento de Satanás; o reino do Senhor, o julgamento do Grande Trono Branco e a natureza da cidade eterna de Deus. Profecias sobre Jesus Cristo são cumpridas e uma última chamada ao Seu Senhorio nos assegura de que Ele voltará em breve.

Conexões: O livro de Apocalipse é a culminação de profecias sobre o fim dos tempos, começando com o Antigo Testamento. A descrição do anticristo mencionado em Daniel 9:27 é totalmente desenvolvida no capítulo 13 de Apocalipse. Fora do Apocalipse, exemplos da literatura apocalíptica na Bíblia são Daniel capítulos 7-12, Isaías capítulos 24-27, Ezequiel capítulos 37-41 e Zacarias capítulos 9-12. Todas essas profecias se reúnem no livro do Apocalipse.

Aplicação Prática: Você já aceitou a Cristo como seu Salvador? Se sim, então você não tem nada a temer do julgamento de Deus sobre o mundo tal como descrito no livro do Apocalipse. O Juiz está do nosso lado. Antes do julgamento final começar, temos de testemunhar aos amigos e vizinhos sobre a oferta de Deus de vida eterna em Cristo. Os acontecimentos deste livro são reais. Temos de viver vidas que comprovem o que realmente acreditamos para que os outros notem nossa alegria sobre o futuro e desejem juntar-se a nós nessa nova e gloriosa cidade.

Fonte: http://www.gotquestions.org/portugues/Livro-de-Apocalipse.html

Tenham uma ótima quarta-feira, pessoal.

A Paz de Cristo!

Germano Luiz Ourique

Texto originalmente publicado no Blog Leia a Bíblia